Preencha seus dados para cadastrar-se no Portal:
Publicada em 26 de janeiro de 2012
O êxodo rural é crescente nas últimas décadas, apesar das dificuldades encontradas por aqueles que deixam o campo em busca de uma vida mais confortável nas pequenas cidades, ou mesmo nos grandes centros urbanos. Ilusão ou não, os apelos da vida moderna convencem os trabalhadores ou produtores a deixarem suas terras. Contudo, aqueles produtores que preferem permanecer na área rural estão cada vez mais assistidos para desempenhar da melhor maneira as suas tarefas. Nos últimos meses a equipe do Centro Vocacional Tecnológico de Ponte Nova (CVT) tem trabalhado com empenho para colocar em prática o Projeto Minimamente Processado (PMP). Criado com o objetivo de qualificar pequenos agricultores e seus filhos em tecnologias de processamentos mínimos de frutas e hortaliças, o programa é resultado da parceria firmada entre a prefeitura local, a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e associações de produtores rurais. “No momento estamos nos aproximando pouco a pouco dos produtores rurais, tentando estimulá-los a aderirem ao projeto”, ressalta a coordenadora geral do CVT de Ponte Nova, Bruna Mendes, após explicar que toda a equipe da unidade tem realizado encontros com esse público.
Um desses encontros aconteceu no dia 23 de janeiro, com integrantes da Associação Comunitária Massangano (Asscoma). Neste espaço, os moradores da zona rural se reúnem e realizam atividades como plantio e culinária. Durante a última reunião, as funcionárias do CVT — Audreany Parreiras e Anagilda Guimarães — fizeram uma síntese do papel do Centro Vocacional Tecnológico e apresentaram à comunidade os cursos e palestras oferecidos. “O laboratório de fruticultura do CVT de Ponte Nova ficou durante um tempo parado, agora sofreu inúmeras modificações, com a chegada de novos equipamentos para atender às demandas do projeto”, destacou Audreany Parreiras, coordenadora do Núcleo de Apoio ao Empreendedor (NAE) do CVT, ao esclarecer que o programa visa a agregar valor e ampliar o mercado da agricultura familiar na região.
Além disso, os integrantes do grupo ASSCOMA participaram ativamente do treinamento e da dinâmica aplicada pela coordenadora Maria Geane — representante da Prefeitura de Ponte Nova — baseados nas premissas organização, união e planejamento como base para fortalecer uma cooperativa. A reunião também possibilitou aos participantes apresentar a realidade que vivem. Foi o caso dos agricultores Cláudio Silva e Luciene Cruz, que relataram as dificuldades encontradas nas tarefas do campo, pois os filhos migram para os grandes centros e a zona rural fica desguarnecida de mão de obra. “Encontros como este serão realizados mensalmente pela equipe do CVT, os produtores rurais envolvidos no Projeto Minimamente Processado terão acompanhamento e supervisão durante todo o período de vigência do trabalho”, finalizou Audreany Parreiras.
Indique esta página: